domingo, 30 de setembro de 2012

Capa do Livro "O Homem Que Calculava"

Em mais uma etapa, aqui está a capa criativa que o nosso grupo elaborou para o livro "O Homem que Calculava", cartaz feito especialmente por Natália e Marriette  do 2ºEMA.


***

EXTRA: Ainda tiramos uma foto com a fofa da professora Patrícia, de Língua Portuguesa:
Ândrea, Marriette, Patrícia e Natália respectivamente.

sábado, 15 de setembro de 2012

É Pau .. É Pedra .....

É o Fim do Caminho ........... (8)'

Acabou de sair uma paródia descarada desse clássico. Totalmente baseada na obra de Malba Tahan, reunindo dois fenômenos da cultura brasileira.

Confira:

Oriente Médio 


É dia, é noite, prossigo o caminho
É homem companheiro, não sigo sozinho
É brisa do deserto, é o numero da vida,
É charada, é o camelo, é oriente, é uma saída

É senhor Beremiz, que rebanho contava
É um grande amigo, homem que calculava
É uma música cantada, uma fórmula então
É matemática contada, que vem do coração

É problema dos quatros, é o fim da solução

É Bagdá, é Irã, festa longe da América
É o calor esquentando, é conversa numérica
Do Oriente Médio, é o fim da ladeira

É um pé no chão, marchadeira cansada
É um camelo, andarilho, Beremiz na fachada
É uma multidão de vasos, é moeda, é pão
É o deserto que abre, o caminho da solução

É a definição, prossigo o caminho,
É a temática matemática , não sigo sozinho
É Malba Tahan, é autor, é um livro
É equação, é um problema, busco a solução

É um xadrez, é um jogo, raciocínio em mão
É um desafio lançado, é o brilho do luar,
É o calor, é a noite, é a voz Bagdá
É uma miragem da água, pegadas na estrada

É um projeto da margem, corpo sob o sol
É o camêlo descansando, é a areia, lamaçal
É um passo, é uma montanha, é ovelha, um rebanho total
É areia tumultuada, no brilho do luar

É o Oriente Médio, narrando o calor do verão
É a numerologia da vida, no teu coração

É uma serpente, é um perigo, é Beremiz, é o Hank
É um espinho veneno, uma dor maçante

É dia, é noite, prossigo o caminho
É homem companheiro, não sigo sozinho
É um passo, é uma montanha, é ovelha, um rebanho
É um dócil horizonte, não parece estranho

É o Oriente Médio, narrando o calor do verão
É a numerologia da vida, no teu coração
Dia, noite, prossigo, caminho
homem, companheiro, não sigo, sozinho
brisa, deserto, numero, vida, charada, camêlo, oriente, saída

É o Oriente Médio, narrando o calor do verão
É a numerologia da vida, no teu coração

-x-

Seria muita sacanagem, esquecer da letra original, por isso, a letra de Tom Jobim, pode ser conferida, logo mais abaixo ....


Águas de Março


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumueira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
-x-
Se você chegou até aqui, então receba de presente, o vídeo dessa maravilhosa obra de arte brasileira, cantada pela dócil e carismática Elis Regina.

Agora sim, está tudo acabado, espero que tenham gostado!
Até a Próxima!

domingo, 9 de setembro de 2012

Saiu a Animação !!!

Isso mesmo, confira agora uma das animações mais thrash da matemática brasileira.

"O Homem que Calculava" na versão mais caseira possivel.

Juro que quando eu tiver mais tecnologia e tempo (tipo, 1 mês) sai algo melhor.

Por enquanto, esse aqui quebra um belo galho nosso.

Portanto .. divirta-se (ou não)

OBS: Capítulo IV


O que nós achamos? Nós comentamos ...

Depois de postado nossas informações sobre o livro: "O Homem que Calculava" não poderia faltar aqui, a lista de comentários, que alguns leitores, donos deste blog, além de mim, divulgaram.

Começando por mim, Natália, que enfatiza a história em geral.

"Um livro que ensina matemática de forma divertida. Uma leitura de 300 páginas envolvida em curiosidades e situações surpreendentes. Uma aventura imperdível esse livro."


Marriette dá importância âs estruturas e mostra que entende do assunto:

Complementando, a estrutura do livro é muito bem organizada. Algumas expressões e nomes dignos de nota se encontram brevemente explicados em notas de rodapé e no final do livro tem um Glossário. Ou seja, a princípio, você não precisa quebrar o ritmo de leitura para se ligar nos termos, expressões e personalidades citadas ao longo do texto e isso eu acho excelente!
Outro ponto forte do livro é que está tudo estruturado em contos. E são relativamente curtos. Então quem tá procurando uma trama mega elaborada dos livros atuais.


Quanto a Ândrea, ela relata sobre as facilidades que a leitura nos traz.


"O livro o Homen que calculava é de leitura fácil pois não tem apenas problemas mas sim uma historia e até algumas curiosidades interessantes. Eu recomendo pois o livro ensina de uma forma fácil coisas que podemos usar no dia a dia que nos ajudaria muito."

Por último, mas não menos importante, Paloma que recomenda o livro para todos.

"Que para os amantes da leitura , este livro é uma recomendação ótima , mas não somente para "AMANTES", como também os iniciantes pois com essa obra a cada capítulo intriga a saber do próximo daí , despertando o gosto pela leitura e já adquirindo um conhecimento matemático !"

Na verdade, todos nós recomendamos esse livro mesmo, portanto ...

Boa Leitura!

sábado, 8 de setembro de 2012

Multimidia do Livro

O homem que calculava teve várias capas e edições diferentes ..





E uma contra-capa com a imagem de um homem importante estampada.


E as diversas figuras presentes no livro que mistura Matemática e Arábia.





Em HQ'S também se tornou presente ...


Oh! Espere! Quem dirá em teatros também? Pois até isso tem.


Pensa que acabou? Nem da animação se safou .. 



Uma resenha escrita por ...

Rounald Pereira, direto do site: http://www.ronaud.com


Fiquei sabendo deste livrinho fantástico à época da Universidade, indicado por um professor arquiteto que nos ministrava aulas de matemática. Somente agora, 6 ou 7 anos depois chegou a oportunidade de lê-lo. E valeu a pena porque foi na hora certa.
Como tenho dito em vários dos meus textos, estou numa fase bem “financeira” da minha vida, onde primeiramente desenvolvi minha educação financeira e agora estou procurando aprender a lidar no mercado acionário. E durante esta minha trajetória, tenho percebido e reforçado uma idéia que eu já tinha: A idéia de que a matemática é fundamental para se alcançar sucesso na vida, seja no empreendimento que for. A matemática é como uma lente que te ajuda a enxergar as coisas de forma precisa e objetiva, seja na construção de um foguete, ou para saber se um empreendimento comercial vai bem ou mal. Hoje concordo plenamente com Felix Auerbach, citado neste livro. Diz ele: “A Matemática não é uma ciência, ela é A CIÊNCIA.”
Pois bem, O Homem que Calculava conta as peripécias matemáticas resolvidas por Beremiz Samir, calculista persa, nos mostra uma infinidade de grandiosas soluções para problemas aparentemente insolúveis aos pobre mortais como nós. Evidentemente, é um livro de ficção e as resoluções do calculista são fabulosas e impossíveis a um ser humano normal, mas dentro do enredo do livro você fica abismado com a forma valiosa com que a matemática e a geometria vão sendo sabiamente usadas pelo Homem de Calculava para a solução das mais incríveis questões.
O livro ainda é recheado de informações, histórias e curiosidades sobre a matemática e recomendo amplamente esta leitura a todos que se prezam em progredir sua mente. Recomento em especial a todos os profissionais ou estudantes que pretendem seguir a área das ciências exatas ou mesmo para quem trabalha em comércio, mercado financeiro, ou que de alguma forma utilize a matemática em seu cotidiano. Faça um favor a si mesmo e a sua cultura e leia.
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Sinopse

As proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir - o Homem que Calculava - tornaram-se lendárias na antiga Arábia, encantando reis, poetas, xeques e sábios. Neste livro, Malba Taham relata as incríveis aventuras deste homem singular e suas soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis.
O Homem que Calculava - um clássico brasileiro, já traduzido para o inglês e espanhol - mantém o valor pedagógico comum a toda a obra de Malba Tahan, que, sem perder o clima de aventura e romance da terra das mil e uma noites, ensina matemática por meio da ficção.

Malba Tahan - O Árabe Brasileiro


Júlio César de Mello e Souza nasceu em 6 de maio de 1895 no Rio de Janeiro e celebrizou-se como Malba Tahan. Foi um caso raro de professor que ficou quase tão famoso quanto um craque do futebol. Em classe, Malba Tahan lembrava um ator empenhado em cativar a platéia que, apesar da disciplina pouco popular, a Matemática, admirava e aplaudia a aula do escritor matemático que criou uma didática própria e divertida, até hoje viva e respeitada.

Malba Tahan, o gênio da Matemática, foi um desastre completo nos números quando era o aluno Júlio César de Mello e Souza, do Colégio Pedro II, no Rio. Nessa época, seu boletim registrou em vermelho uma nota dois, em uma sabatina de Álgebra, e raspou no cinco, em uma prova de Aritmética.

Qual seria a causa de um desempenho tão fraco para alguém que viria a se apaixonar pela Matemática? Com certeza, Júlio César não gostava da didática da época, que se resumia a cansativas exposições orais. Mal-humorado, classificou-a mais tarde como O "detestável método da salivação".

Nas palestras que dava - foram mais de 2000 ao longo da sua vida , nas aulas para normalistas ou nos livros que escreveu, Júlio César defendia o uso dos jogos nas aulas de Matemática. Enquanto os outros professores usavam apenas o quadro-negro e a linguagem oral, ele recorria à criatividade, ao estudo dirigido e à manipulação de objetos. Suas aulas eram movimentadas e divertidas. Defendia a instalação de laboratórios de Matemática em todas as escolas.

"Ele estava muito além de seu tempo", afirma o respeitado matemático e professor paulista Antônio José Lopes Bigode, autoridade em Malba Tahan. "O resgate da sua didática pode revolucionar o ensino", acredita. "Ainda hoje, o ensino tradicional da Matemática é responsável por metade das repetências."
Em sala de aula, Júlio César não dava zeros, nem reprovava. "Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é uma tolice:" O professor encarregava os melhores da turma de ajudar os mais fracos. "Em junho, julho, estavam todos na média", garantiu no depoimento ao Museu da Imagem e do Som.

"Hoje, as atividades lúdicas são muito valorizadas, mas naquela época eram vistas como uma heresia", observa o professor de Matemática Sérgio Lorenzato, de 58 anos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Lorenzato, que foi aluno de Júlio César, guarda como uma relíquia o caderno que usou para anotar as aulas. "Ele dizia que o caderno tinha de refletir a vida do aluno", lembra Lorenzato. "E estimulava que colássemos em suas folhas gravuras, recortes de revistas e jornais e até provas já corrigidas."

Carismático, Júlio César encantava os alunos. Mas nem todos se sentiam à vontade com a sua informalidade. "Os tradicionalistas eram absolutamente contrários a Malba Tahan e ao seu interesse pelo cotidiano da Matemática",explica o editor de livros didáticos da editora Scipione, Valdemar Vello.

Júlio César foi professor de História, Geografia e Física até dedicar-se à Matemática. Sua fama como pedagogo se espalhou e ele era convidado para palestras em todo o país. A última foi em Recife, no dia 18 de junho de 1974, quando falou para normalistas sobre a arte de contar histórias. De volta ao hotel, sentiu-se mal e morreu, provavelmente de enfarte.

Júlio César deixou instruções para seu enterro. Não queria que adotassem luto em sua homenagem. Citando o compositor Noel Rosa, explicou o porquê: "Roupa preta é vaidade/ para quem se veste a rigor/ o meu luto é a saudade/ e a saudade não tem cor".(Bibliografia: Revista Nova Escola - Set. 1995, por Luiza Villamea)

BIOGRAFIA DE MALBA TAHAN


Ao criar seu pseudônimo, Júlio César criou também um personagem: Malba Tahan. Este escritor, cujo nome completo seria Ali Yezid Izz-Eddin Ibn Salim Hank Malba Tahan, teria nascido na aldeia de Muzalit, próximo a Meca, a 6 de maio de 1885. Teria feito seus estudos no Cairo (Egito) e Istambul (Turquia). Após a morte de seu pai, teria recebido vultosa herança e viajado pela China, Japão, Rússia e Índia, onde teria observado e aprendido os costumes e lendas desses povos. Teria estado, por um tempo, vivendo no Brasil. Teria morrido em batalha em 1921 na Arábia Central, lutando pela liberdade de uma minoria local. Seus livros teriam sido escritos originalmente em árabe e traduzidos para o português pelo também fictício Professor Breno Alencar Bianco.

A melhor prova de que Malba Tahan foi um magnífico criador de enredos é a própria biografia de Malba Tahan. Na verdade, esse personagem das areias do deserto nunca existiu. Foi inventando por outro Malba Tahan, que de certo modo também não existiu efetivamente: tratava-se apenas do nome de fantasia, o pseudônimo, sob o qual assinava suas obras o genial professor, educador, pedagogo, escritor e conferencista brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Na vida real, Júlio nunca viu uma caravana atravessar um deserto. As areias mais quentes que pisou foram as das praias do Rio de Janeiro, onde nasceu em 6 de maio de 1895. Júlio César era assim, um tipo possuído por incontrolável imaginação. Precisava apenas inventar um pseudônimo, mas aproveitava a ocasião e criava um personagem inteiro.

Mudança de Identidade

Malba Tahan, em árabe, quer dizer o "Moleiro de Malba". Malba é um oásis e Tahan, o sobrenome de uma aluna, Maria Zechsuk Tahan. Por deferência do presidente Getúlio Vargas, o professor pode usar o pseudônimo na carteira de identidade. Ele gostava de vistar os trabalhos escolares carimbando o "Malba Tahan" escrito em caracteres árabes

BIBLIOGRAFIA MALBA TAHAN

Júlio César escreveu ao longo de sua vida cerca de 120 livros de matemática recreativa, didática da matemática, história da matemática e ficção infanto-juvenil, tendo publicado com seu nome verdadeiro ou sob pseudônimo. Abaixo, uma lista de seus títulos mais relevantes:


Contos de Malba Tahan - contos 
Amor de Beduíno - contos 
Lendas do Deserto - contos 
Lendas do Oásis - contos 
Lendas do Céu e da Terra - contos
Maktub! - contos 
Minha Vida Querida - contos(Livro em pdf aqui)
O Homem que Calculava - romance (Livro em pdf aqui)
Matemática Divertida e Delirante (Livro em pdf aqui)
A Arte de Ler e Contar Histórias - educação 
Aventuras do Rei Baribê - romance 
A Sombra do Arco-Íris - romance 
A Caixa do Futuro - romance 
O Céu de Allah - contos 
Lendas do Povo de Deus - contos 
A Estrêla dos Reis Magos - contos 
Mil Histórias Sem Fim - contos 
Matemática Divertida e Curiosa - recreação 
Novas Lendas Orientais - contos (Livro em pdf aqui)
Salim, o Mágico - romance 
Diabruras da Matemática - recreação

OBS: Post retirado do site http://culturadetravesseiro.blogspot.com.br/2009/02/biografia-e-livros-malba-tahan-dowload.html